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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Indicações de Leitura para Contadores de Histórias


Baseado vários em contadores de histórias experientes.

CONTOS PARA CRIANÇAS POR IDADES 





Contos mais específicos para a primeira idade 2-5 anos 

Branca de Neve
Cinderela
João e Maria
A Bela Adormecida
Chapeuzinho vermelho
O Pequeno Polegar
Rapunzel
O Gato de botas
Os Três porquinhos
O Alfaiatezinho Valente (a astúcia vence o maior em tamanho)
O Molineiro e seus Três Filhos
O Flautista de Hammelin
O Patinho Feio

Contos mais específicos para os pré-adolescentes 6-10 anos 



Os 6 companheiros
O Alfaiatezinho Valente
Contos heróicos: O irmão folgazão
O rapaz que fez a princesa sorrir
O isqueiro
Marama no Rio dos Jacarés - conto africano de "O que conto o conto" de J.
Bonaventure
Vasalissa, do livro de Clarissa Pinkola Estés "As Mulheres que Correm com os
Lobos”
Contos de diversos paises com bastantes heróis.
Muitas histórias em que a menina perde a mãe, se confronta com a maldade da
madrasta e as enteadas e acaba sendo protegida pela sua conduta como na "Mãe
Maria" ou "Mãe Hilda" em Câmara Cascudo.

Enfim Mergulhe na fantasia!!!!!!!!!!!!





Conselhos Valiosos.





“CONTAR UMA HISTÓRIA 
É DAR UM 
PRESENTE DE AMOR”

                                                      LEWIS CARROL

Conselhos valiosos para quem  pretende ser um contador de  histórias. 

*  Aprenda a ouvir histórias, em primeiro lugar. 
* Prepare-se estudando, pesquisando, ensaiando. 
* Procure conhecer melhor as crianças, como funciona sua imaginação. 
*  Não tenha a pretensão de ensinar ou formar a  criança. Apenas conte uma história. 
*  Pesquise e monte seu repertório. Com o tempo suas histórias ficarão mais fáceis de contar. 
E ganharão vida, porque você estará acreditando nelas. 
* Todos os recursos são válidos para chamar a  atenção: cantar, dançar, usar sotaque. 
* É sempre bom usar objetos que estimulem a  imaginação: um lenço enrolado num cabo de guarda chuva pode ser uma linda rainha vestindo sua capa. 
*   Procure desenvolver sua sensibilidade. Se você  acreditar que o lenço é a capa da rainha, a criança
vai gostar mais do seu jeito de contar. 
*  Porém, procure sempre conhecer o universo das  crianças para as quais você vai contar a história. O 
sucesso ou fracasso dos recursos que você vai usar 
depende disso. O lenço enrolado no cabo de guardachuva pode não significar nada para elas. 
*  Descubra a pontuação da história: os momentos de  respirar, de se surpreender. Assim, a história ficará 
viva em você. E você se surpreenderá naquele 
momento, junto com quem está ouvindo, mesmo que 
tenha contado a mesma história mais de 100 vezes. 
*  Antes de começar a história, organize um espaço  sem muitos objetos, elementos e movimentos que 
desviem a atenção de quem está ouvindo. 
*  No caso específico de hospitais, procure integrar à  sua história os elementos que não podem ser 
eliminados (medicamentos, enfermeiros, camas). 
* Faça reuniões com os demais contadores. Contem  histórias uns para os outros. 
* Acredite no que está fazendo. 

In: WWW.VIVAEDEIXEVIVER.COM.BR


terça-feira, 11 de junho de 2013


Olá, hoje nos começamos uma nova fase aqui no blog. Agora nosso grupo tem uma pagina no facebook! Por lá, estaremos mais perto de vocês e ficará mais fácil de nos contactar. 



E pra estrear nossa nova pagina, fica o texto Convite de Zé Paulo Paes, que deu nome ao nosso grupo. 

Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Convite de hoje: Uma viajem no tempo...

                           





                     O contador de histórias  é uma figura ancestral, presente no imaginário de inúmeras gerações ao longo da História. Em um universo desprovido de recursos midiáticos, este ser era imprescindível para a formação dos futuros adultos, conferindo às crianças, através das narrativas de histórias, ‘causos’, mitos, lendas, entre outras, uma imagem menos apavorante de uma realidade então povoada pelo desconhecido.Ao mesmo tempo em que amenizava os medos e uma existência muitas vezes desfavorável, o narrador ajudava as pessoas a entenderem melhor o que se passava a sua volta, a enfrentar os dilemas e confrontos de natureza social e individual, extraindo das experiências o aprendizado mais profundo.
                         Normalmente o contador está muito presente na Era Medieval, nos castelos tantas vezes sombrios, nas moradas mais remotas, nos povoados disseminados pelas áreas rurais, com o objetivo de compartlhar suas vivências e gerar em torno do grupo magnetizado por suas histórias uma proteção gerada pelo próprio encanto do momento e pela força do coletivo. As narrativas eram tecidas pela voz mágica do contador, ao redor de fogueiras ou lareiras que contribuíam para criar uma atmosfera de intensa magia.
Mas o narrador oral é ainda mais antigo, remontando historicamente à Antiguidade greco-romana, na figura dos bardos, responsáveis pela transmissão de histórias, lendas e poemas orais na forma de canções. Quanto mais desconhecido era o mundo em que se vivia, maior necessidade se tinha de povoar este universo com imagens que pudessem, ao mesmo tempo, educar e fortalecer a coragem, predispondo as pessoas a enfrentarem os monstros, dragões e demônios que habitavam suas mentes.
                       O contador de histórias não era um mero reprodutor de narrativas, ele também gerava seus relatos, simplesmente mantendo-se atento à reação psicológica dos ouvintes. Conforme a disponibilidade ambiental, ele improvisava e ampliava seus contos, tendo como principal instrumento a palavra, que detém o poder de transformar o comportamento humano, como é possível perceber na mensagem transmitida pelas 1001 Noites, onde as histórias se entretecem para manter Scherazade viva e livre, e ao mesmo tempo para curar o vizir, purificando seu coração do incessante desejo de vingança contra as mulheres. Aliás, no Oriente esta tradição de curar a psique através da narrativa de estórias é amplamente preservada pelos psicoterapeutas.O narrador, para melhor instrumentalizar as palavras, domina, mesmo que inconscientemente, boa parte das figuras de linguagem, de sintaxe e de pensamento, possibilitando ao contador, antigamente uma pessoa mais velha e sábia, magnetizar seus ouvintes, despertando no ambiente o poder da imaginação, tecida com uma linguagem encantada, apta a transportar as pessoas para reinos distantes e, de outra forma, inacessíveis.
                           Recentemente a imagem do contador de histórias retornou com força total, principalmente na segunda metade do século XX. Inúmeras pessoas optaram por este caminho, procurando cursos e oficinas técnicas para se habilitarem profissionalmente. Hoje, pode-se afirmar que esta ocupação começa a deixar as mãos de amadores para seguir na direção da profissionalização, pois atualmente há uma demanda crescente por este profissional, principalmente nas escolas. Algumas destas instituições chegam a reservar um espaço no currículo escolar para este evento. Às vezes até mesmo professores e bibliotecários são preparados para exercerem esta tarefa no âmbito escolar. 




Fonte:   Ana Lúcia Santana - Info Escola / Navegando e Aprendendo 
 http://pontodeencontro.proinfo.mec.gov.br/O_Contador_de_Historias.pdf

                                                                                         Rinah Meireles


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Convite de hoje: Leitura de um conto super bacana!

           

O Contador de Histórias ( Conto)



              Ele passou o braço direito pela testa e limpou o suor que escorria por seu rosto; trabalhara o dia inteiro em sua pequena plantação. O sol brilhava forte, castigava, como costumava fazer no início de todos os verões. Quando levantou a cabeça, sorriu. O ônibus que trazia as crianças finalmente chegara, era hora de iniciar a colônia de férias, o momento de se dedicar àquilo que mais gostava, à atividade para a qual se preparava durante o ano inteiro.

Dona Maria mandou lhe chamar, queria vê-lo limpo e arrumado para encontrar com as crianças. Osvaldo obedeceu prontamente, afinal, também queria causar uma boa impressão. A experiência que ganhara nos últimos anos tinha lhe ensinado que era preciso causar um efeito positivo nas pessoas assim que fosse apresentado.

Ele seguiu para o seu quartinho, uma pequena construção que ficava ao lado da casa principal da fazenda. Tomou um banho, penteou o cabelo e se encaminhou em direção à biblioteca. As crianças já o esperavam, algumas por já conhecê-lo de outros verões. Osvaldo era excelente contador de histórias. Ou melhor, talvez excelente seja um adjetivo inapropriado. Osvaldo era incrível, mágico; aquele tipo de pessoa a que normalmente não damos atenção, mas que se transforma quando se envolve com as coisas de que realmente gosta. E assim era com ele, sempre uma surpresa. As palavras encantavam, a voz as recitava com precisão, no tom certo para envolver quem o ouvia.

A tensão na sala era nítida, mas um tipo de ansiedade boa... e boba, de criança. Elas fitavam Osvaldo com os rostos iluminados; os olhos divagavam, perdidos num mundo de sonhos, de histórias. E o dia passava sem que ninguém ousasse se mexer. Impérios eram construídos e depois se acabavam. Grandes heróis percorriam a biblioteca, atiravam-se contra moinhos e gigantes, partiam em aventuras, salvavam donzelas e, claro, cumprimentavam as crianças. Elas podiam sentir; o cheiro das fábulas, o toque das histórias, o sabor das palavras, dos sons, o gosto pelo livro.

E Osvaldo prosseguia verão adentro. Quem precisava brincar lá fora quando na biblioteca penetravam em um mundo novo? O mundo de Osvaldo, os mundos de Osvaldo. E ele sorria. Não tinha outro momento na vida em que se sentisse tão completo. Desde pequeno, sempre fora criativo, imaginativo, uma criança por demais sonhadora, seus pais diziam. Mas ele não ligava. Fazia os trabalhos no campo e depois se sentava no mato; perdia-se por horas com o olhar fixo nos céus e nas plantas, criava histórias ao ar livre, como sentia que elas mereciam ser criadas. Amava todas as coisas, em especial as crianças, aqueles seres novos e ainda tão cheios de potencial que visitavam a fazenda a cada verão. Podia notar nos olhos delas o encantamento, em umas mais do que em outras; mas todas embarcavam, partiam com ele em viagens homéricas, empreitadas secretas, fugas alucinadas. Cantavam com os menestréis e exploravam os vales, desvendavam crimes e capturavam bandidos, depois comemoravam com o Saci. Como eram bons aqueles verões!

E quando tudo passava, Osvaldo voltava ao trabalho na fazenda, retornava aos animais e às plantas. Eram meses na lavoura, suando e capinando. Mas ele não reclamava. Sabia que tudo valeria a pena no verão seguinte. Enquanto isso, cuidava de tudo na fazenda com muito carinho; conversava com as flores, brincava com os animais. Tinha um cuidado especial com cada cantinho de natureza, pois tinha a consciência de que suas histórias nada seriam sem tudo aquilo que ela lhe contava.

Nota: Este conto é de autoria de Leonardo Schabbach em 16/04/2010.Encontra-se disponível no blog.  Na Ponta dos Lápis. Vale a pena conferir.

                                                                                              Rinah Meireles 


segunda-feira, 3 de junho de 2013


Um convite a Escrever...
         
                 "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a "coisa" vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros."
                                                                                          

  Escrever


                                                                                                  Uma estrada para vida inteira


Escrevo na estrada para passar o tempo
Escrevo de bobeira assim livre como o vento
As letras brincam comigo
Se escondem em mim
E depois surgem assim
Quase de imediato, quase que como um susto

Ou será o despertar?
De uma voz que teima em não calar
Em buscar ainda que em vão
Porque tanta dor carrega um jovem coração?
Escrevo assim não para entender o mundo
Mas para saber sobre o infinito dentro de mim

Eis papel tua musa
Eis pena tua inspiração
Mas não conta de imediato todos os meus segredos
Talvez nem todos fossem bem aceitos,
Mas conta a verdade, conta do nosso romance
Que começou assim de brincadeira
Na estrada que dura a vida inteira


                                  Rinah Meireles



domingo, 16 de dezembro de 2012

Contação de Histórias em Itarema



OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS MINISTRADA NO CENTRO CULTURAL DE ITAREMA NO DIA 01/12/2012