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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Convite de hoje: Leitura de um conto super bacana!

           

O Contador de Histórias ( Conto)



              Ele passou o braço direito pela testa e limpou o suor que escorria por seu rosto; trabalhara o dia inteiro em sua pequena plantação. O sol brilhava forte, castigava, como costumava fazer no início de todos os verões. Quando levantou a cabeça, sorriu. O ônibus que trazia as crianças finalmente chegara, era hora de iniciar a colônia de férias, o momento de se dedicar àquilo que mais gostava, à atividade para a qual se preparava durante o ano inteiro.

Dona Maria mandou lhe chamar, queria vê-lo limpo e arrumado para encontrar com as crianças. Osvaldo obedeceu prontamente, afinal, também queria causar uma boa impressão. A experiência que ganhara nos últimos anos tinha lhe ensinado que era preciso causar um efeito positivo nas pessoas assim que fosse apresentado.

Ele seguiu para o seu quartinho, uma pequena construção que ficava ao lado da casa principal da fazenda. Tomou um banho, penteou o cabelo e se encaminhou em direção à biblioteca. As crianças já o esperavam, algumas por já conhecê-lo de outros verões. Osvaldo era excelente contador de histórias. Ou melhor, talvez excelente seja um adjetivo inapropriado. Osvaldo era incrível, mágico; aquele tipo de pessoa a que normalmente não damos atenção, mas que se transforma quando se envolve com as coisas de que realmente gosta. E assim era com ele, sempre uma surpresa. As palavras encantavam, a voz as recitava com precisão, no tom certo para envolver quem o ouvia.

A tensão na sala era nítida, mas um tipo de ansiedade boa... e boba, de criança. Elas fitavam Osvaldo com os rostos iluminados; os olhos divagavam, perdidos num mundo de sonhos, de histórias. E o dia passava sem que ninguém ousasse se mexer. Impérios eram construídos e depois se acabavam. Grandes heróis percorriam a biblioteca, atiravam-se contra moinhos e gigantes, partiam em aventuras, salvavam donzelas e, claro, cumprimentavam as crianças. Elas podiam sentir; o cheiro das fábulas, o toque das histórias, o sabor das palavras, dos sons, o gosto pelo livro.

E Osvaldo prosseguia verão adentro. Quem precisava brincar lá fora quando na biblioteca penetravam em um mundo novo? O mundo de Osvaldo, os mundos de Osvaldo. E ele sorria. Não tinha outro momento na vida em que se sentisse tão completo. Desde pequeno, sempre fora criativo, imaginativo, uma criança por demais sonhadora, seus pais diziam. Mas ele não ligava. Fazia os trabalhos no campo e depois se sentava no mato; perdia-se por horas com o olhar fixo nos céus e nas plantas, criava histórias ao ar livre, como sentia que elas mereciam ser criadas. Amava todas as coisas, em especial as crianças, aqueles seres novos e ainda tão cheios de potencial que visitavam a fazenda a cada verão. Podia notar nos olhos delas o encantamento, em umas mais do que em outras; mas todas embarcavam, partiam com ele em viagens homéricas, empreitadas secretas, fugas alucinadas. Cantavam com os menestréis e exploravam os vales, desvendavam crimes e capturavam bandidos, depois comemoravam com o Saci. Como eram bons aqueles verões!

E quando tudo passava, Osvaldo voltava ao trabalho na fazenda, retornava aos animais e às plantas. Eram meses na lavoura, suando e capinando. Mas ele não reclamava. Sabia que tudo valeria a pena no verão seguinte. Enquanto isso, cuidava de tudo na fazenda com muito carinho; conversava com as flores, brincava com os animais. Tinha um cuidado especial com cada cantinho de natureza, pois tinha a consciência de que suas histórias nada seriam sem tudo aquilo que ela lhe contava.

Nota: Este conto é de autoria de Leonardo Schabbach em 16/04/2010.Encontra-se disponível no blog.  Na Ponta dos Lápis. Vale a pena conferir.

                                                                                              Rinah Meireles 


segunda-feira, 3 de junho de 2013


Um convite a Escrever...
         
                 "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a "coisa" vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros."
                                                                                          

  Escrever


                                                                                                  Uma estrada para vida inteira


Escrevo na estrada para passar o tempo
Escrevo de bobeira assim livre como o vento
As letras brincam comigo
Se escondem em mim
E depois surgem assim
Quase de imediato, quase que como um susto

Ou será o despertar?
De uma voz que teima em não calar
Em buscar ainda que em vão
Porque tanta dor carrega um jovem coração?
Escrevo assim não para entender o mundo
Mas para saber sobre o infinito dentro de mim

Eis papel tua musa
Eis pena tua inspiração
Mas não conta de imediato todos os meus segredos
Talvez nem todos fossem bem aceitos,
Mas conta a verdade, conta do nosso romance
Que começou assim de brincadeira
Na estrada que dura a vida inteira


                                  Rinah Meireles



domingo, 16 de dezembro de 2012

Contação de Histórias em Itarema



OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS MINISTRADA NO CENTRO CULTURAL DE ITAREMA NO DIA 01/12/2012








segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Apresentação no BNB

Apresentação do Grupo Convite no Centro Cultural Banco do Nordeste em homenagem a Luis Gonzaga.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Apresentação na Feira do Livro Infantil


Apresentação do Grupo Convite na Feira do Livro Infantil no dia 29 de agosto de 2012
Ficamos muito felizes por podermos participar desse momento de incentivo à leitura!




sexta-feira, 24 de agosto de 2012




Contação de histórias, no espaço CCBNB com Laiana Sousa e o Grupo Convite de Contadores de Histórias . Dia 29/08 as 9:20 No espaço CCBNB na Praça do Feirreira. Link da programação http://www.flivrofortaleza.com/